Estudo: AI em Portugal

PRESS RELEASE

Big quotation marks.

Os portugueses aceitam a AI.
Recusam a decisão sem responsabilidade.


Instinct publica estudo qualitativo feito com inteligência artificial.

6 de outubro de 2026 — A Instinct publicou o estudo: AI em Portugal. O objeto são os portugueses: como usam, receiam e aceitam a inteligência artificial - e como reagem à informação, comentários e análises sobre o tema. Este estudo qualitativo foi ele próprio, realizado com AI, seguindo as metodologias de estudos de mercado utilizadas pela Instinct ao longo de 14 anos.

Não é uma sondagem. Mapeia linguagem, tensões a condições de aceitação.

A conclusão é clara. A inteligência artificial é alavanca para quem tem formação, tempo e capacidade financeira. O conflito é social e económico, não é tecnológico.



A linha que atravessa o painel com diferentes perfis

Automatizar tarefas repetitivas, com supervisão e um responsável identificável, tende a ser aceite. Automatizar decisões de vida - saúde, justiça, avaliação, emprego - sem um humano responsável, é rejeitado.


As três principais descobertas

  1. O acesso já é um marcador de desigualdade. Quem tem emprego seguro, literacia e capacidade para pagar ferramentas acelera e aumenta a produtividade. Quem não tem fica mais exposto. Sem formação com tempo e investimento, a AI deixa de equalizar e passa a excluir.

  2. No trabalho, a adoção é da empresa; o ónus é de quem assina. Saúde, direito, escola e na condução repetem o mesmo desejo: tarefas, sim; decisão, não.

  3. O debate público falha nos dois extremos. O “profissional 10x” convence pouco fora de quem já vive essa realidade. O pânico existencial mobiliza alguns e soa a marketing do medo para outros.


O teste de stress da televisão

O estudo decorreu na semana em que a AI entrou na sala de jantar. A 13 de setembro, Paulo Portas, na TVI, alertou para o uso de AI na criação de armas biológicas. A 16 de setembro, Pedro Santa Clara, na RTP, criticou o alarmismo e falou do “profissional 10x” — dez vezes mais produtivo com AI.

Nenhuma das teses conquista o painel. As duas geram desconfiança, em públicos diferentes. A ironia é clara: os perfis mais técnicos desconfiam do enquadramento da produtividade extrema; os perfis menos técnicos não se sentem mais seguros quando ouvem “o medo é manipulação”.

Quem noticia, comenta e analisa a AI junto dos portugueses terá mais impacto se falar de opacidade, emprego e responsabilidade do que de paraíso ou apocalipse.


O que isto implica para

  • Empresas. Sobrevivem ao escrutínio interno de que a adoção que aumenta capacidade humana e garantem um nome por baixo da decisão. Ganham credibilidade ao planear a formação, devem evitar a linguagem “10x” junto de quem vive em precariedade (soa a despedimento).

  • Media. Dizer que “o medo é manipulação” não acalma quem já desconfia. Aumenta a distância.

  • Políticas públicas. A regulação pedida não é um travão à tecnologia. É um travão à irresponsabilidade.


Ver o estudo em detalhe:


Vídeo de resumo do estudo AI em Portugal:


Nota:

Este estudo qualitativo foi simulado por inteligência artificial, com 12 personas e 2 focus group, desenhado segundo as metodologias de estudos de mercado adotadas pela Instinct ao longo dos últimos 14 anos. A revisão final foi feita pela equipa da Instinct.

Nos últimos dois anos, a Instinct tem desenvolvido diversos estudos de mercado utilizando inteligência artificial, para os seus clientes em diferentes indústrias.

Sobre a Instinct

Fundada em 2012, em Lisboa, a Instinct foi uma das primeiras agências de consultoria em inovação em Portugal. Inspirada pelas empresas da nova economia, ajuda organizações a alcançar a sua melhor versão futura.


Contacto de imprensa: hello@instinct.pt · www.instinct.pt