
Tesla Roadster: Mais de mil milhões de dólares em media em cinco dias, revela estudo da Instinct
PRESS RELEASE

O lançamento do novo Tesla Roadster gerou, em apenas cinco dias, uma exposição mediática avaliada em cerca de 1,17 mil milhões de dólares. Mais de 97% desse impacto foi criado por terceiros (media, criadores de conteúdo e público), e não pela Tesla ou por Elon Musk. Ainda assim, o estudo conclui que esta notoriedade não leva mais pessoas a comprar os modelos que sustentam as vendas da marca, o Model 3 e o Model Y.
Quanto vale a atenção do mundo? No caso do Tesla Roadster, apresentado a 15 de outubro, o valor ronda os 1,17 mil milhões de dólares. Segundo um estudo da consultora em inovação Instinct, este é o valor estimado do chamado Earned Media Value (EMV), ou seja, quanto custaria comprar em publicidade a exposição que o lançamento obteve gratuitamente nos media e nas redes sociais.
Resumo dos indicadores chave de 15 a 20 de Outubro:
Indicador | Estimativa |
|---|---|
Valor mediático gerado (EMV) | ≈ 1,17 mil milhões de dólares |
Presenças em noticiários de TV | ≈ 14,7 mil |
Artigos de imprensa | ≈ 36 mil |
Visualizações de vídeo em todo o mundo | 5 mil milhões |
Visualizações das 10 publicações de maior alcance | ≈ 270 milhões |
Exposição gerada por terceiros | ≈ 1,13 mil milhões de dólares |
O alcance global foi extrapolado a partir de dados públicos confirmados, incluindo partilhas e conteúdos criados por terceiros.
Muita atenção, mas pouca conversão.
A principal conclusão do estudo é clara: ser falado não é o mesmo que ser escolhido. O Roadster reforça a imagem da Tesla como marca inovadora e tecnológica, mas não convence, por si só, quem está a pensar comprar um Model 3 ou um Model Y.
Na hora da decisão, os potenciais compradores valorizam:
garantia e durabilidade da bateria;
disponibilidade de peças e tempos de reparação;
estabilidade de preços e valor de revenda;
facilidade de carregamento.
A aceleração e o espetáculo do Roadster ficam em segundo plano. O estudo indica ainda que o efeito de notoriedade dura mais ou menos tempo consoante o mercado e a força dos concorrentes locais (em particular EUA e China).
Vídeo de resumo do estudo:
Uma nova forma de fazer estudos de mercado.
O estudo foi realizado com recurso a plataformas de inteligência artificial, com revisão e edição da equipa da Instinct, seguindo as metodologias de estudos de mercado que a consultora desenvolve e aplica há 14 anos.
A análise cruza dados públicos de mercado e de media com uma componente qualitativa exploratória, feita através de personas e conversas simuladas por inteligência artificial.
“A integração de inteligência artificial nas metodologias de Human-Centered Design que aperfeiçoamos ao longo dos últimos 14 anos transforma radicalmente a pesquisa de mercado: passámos a decifrar as verdadeiras motivações dos consumidores com uma velocidade e precisão sem precedentes. Hoje, qualquer organização pode antecipar os comportamentos do mercado antes de realizar grandes investimentos.”
Nuno Ribeiro, Managing Partner, Instinct
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